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Lelo na mídia: leia a entrevista do deputado ao site Folha Vitória
Folha Vitória - Passado o período de filiação partidária, como o senhor avalia os quadros do PMDB?
Lelo Coimbra - O resultado foi positivo não somente para o PMDB, mas para o conjunto dos partidos. Nós trouxemos dois deputados estaduais, nos fortalecemos com a pré-candidatura de Ricardo Ferraço ao Governo do Estado e com a possibilidade de candidatura ao Senado do governador Paulo Hartung. O ponto negativo foi a saída de Rita Camata, que se desloca em função posicionamentos pessoais e de maior facilidade de disputa eleitoral. No conjunto, o partido não tem grandes prejuízos. Nos outros partidos, temos também uma situação positiva. Todos cresceram. Houve equilíbrio. Isso facilita porque estamos trabalhando para uma aliança majoritária e todos esses partidos que cresceram estão dentro do nosso campo, seja com candidatura estadual ou federal. Isso também nos fortalece. Dá estabilidade ao conjunto das forças políticas. É positivo.
Folha Vitória - Mas houve fortalecimento também dos partidos que não estão no âmbito de possíveis alianças, como o PSDB. Isso torna o processo eleitoral mais difícil?
Lelo Coimbra - Isso é relativo, mas houve. Na questão das alianças, existem muitas variáveis que ainda precisam ser desenvolvidas. São próprias de escolhas dos caminhos que os partidos vão seguir. Mas a minha percepção é que o predomínio de aspectos positivos envolve partidos que podem firmar alianças com a base PMDB/PT.
Folha Vitória - Quais são as chances, na opinião do senhor, do vice-governador vencer a eleição para o governo?
Lelo Coimbra - Nós estamos em um momento importante e o Ricardo Ferraço tem consciência disso. Não e momento de candidatura. O momento é de administrar e gerar resultados. O momento não é eleitoral. Temos muitas realizações sociais para serem feitas. Esse é o momento dele se apresentar e ter reconhecida sua habilidade. É o que ele quer. O Ricardo quer conversar sobre eleições somente em março. A candidatura vai ser fruto desse movimento que estamos fazendo. A partir de março é que vamos trabalhar com a idéia formal, tendo em vista as convenções em junho. E vamos ter as descompatibilizações em 2 de abril, quando Paulo Hartung sai do governo, Ferraço vira governador e concorre na condição de reeleição. Então, isso vai ser discutido mais próximo do processo eleitoral. Acho que há uma construção em curso.
Folha Vitória - Quando o senhor fala da descompatibilização, traça um cenário de Ferraço concorrendo pela reeleição. Então a saída de Hartung já está certa?
Lelo Coimbra - Não. Dia 2 de abril é que ele vai tomar a decisão de fica ou sai. Se ele ficar, o cenário tem um formato. Se ele sair, o que eu acho que é mais provável, o cenário é outro. A minha posição pessoal é que ele deve disputar a eleição ao Senado. Por uma série de fatores, sendo o principal dele o fato do Espírito Santo precisar desse mandato para ficar fortalecido. Se ele sai e o Ricardo assume, com direto a reeleição. Mas todo um conjunto de coisas que acontecerão até lá darão referencias mais calaras.
Folha Vitória - Quais são os nomes cogitados para vice na chapa de Ferraço?
Lelo Coimbra - Eu não discuto nomes, mas alianças. A proposta anunciada é PMDB e PT. PMDB oferecendo o primeiro nome e o PT oferecendo o nome do vice. Agora, que nome será esse não está em discussão agora. A definição vai ser fruto de reflexos dentro do PT, dentro do PMDB e dos partidos que estiverem compostos nessa aliança.
Folha Vitória - Há algum tempo se especulou a possibilidade de uma candidatura única ao governo. O senhor acha que isso seria saudável para a política do Estado?
Lelo Coimbra - Independente da analise de se isso seria saudável ou não, o cenário não aponta isso. Temos em princípio duas candidaturas, do Luiz Paulo e do Ricardo, referenciada pelo nosso partido. Não me parece que haverá ou há essa possibilidade de candidatura única. Isso não faz parte da história de estado nenhum. Sempre há o contraditório. Isso faz parte da vida pública. Acho positivo que faça.
Folha Vitória - Como o senhor avalia a situação do senador Camata para as próximas eleições? O partido tem planos para ele?
Lelo Coimbra - Não temos. Não temos planos. Eu conversei com eles algumas vezes. Tenho o maior respeito por ele. Ele fez um governo brilhante, que resultou em um terceiro mandato, no Senado. Temos que esperar ele se decidir e se manifestar. Agora, como presidente do partido quero dizer que o PMDB tem o maior respeito por ele.
Folha Vitória - Se ele decidisse disputar a reeleição, mesmo com a candidatura de Hartung, ele seria apoiado pelo partido?
Lelo Coimbra - Não há duvida alguma quanto a isso. Com certeza ele seria apoiado.
Folha Vitória - E quanto ao governador: o senhor já conversou abertamente com ele sobre a candidatura ao Senado? O que ele lhe falou?
Lelo Coimbra - Em maio ou abril passado eu tive uma conversa com o governador e ele manifestou pela primeira vez que pensava na possibilidade de permanecer no governo. Eu deixei clara a minha opinião e pedi que ele a considerasse nas reflexões dele. Eu falei que não acho conveniente que percamos a possibilidade de tê-lo no Senado. Pela contribuição que ele pode trazer ao Espírito Santo sendo a referência que é e tento a experiência que tem. Mas essa é uma decisão pessoal dele. Tem a ver com a vida que ele quer tomar.
Folha Vitória - O senhor acredita que há necessidade do governador continuar na política por meio de um cargo eletivo?
Lelo Coimbra - O governador já escreveu o nome dele na história por meio do governo que faz e será concluso em 2010. Ele já tem o papel dele na história com ou sem mandato. Agora, o mandato é importante porque é instrumentação de exercício de poder e de interferência para que políticas públicas possam ocorrer. Agora, ele deixa o governo com 52 anos, muito jovem e com uma experiência acumulada muito grande. Então, ele não deveria deixar a vida política. Essa é a minha reflexão. Agora, a decisão de ficar sem ou não sem mandato é do homem Paulo Hartung. Que vai definir se cumpriu ou não o papel dele, se pode ou não sair da vida pública agora. E é legítimo essa definição. Agora, queremos que a experiência dele seja colocada a serviço do Estado.
Folha Vitória - Além de Hartung, quais são os pré-candidatos ao Senado pelo partido?
Lelo Coimbra - Bom, temos o Camata, que tem mandato de senador e, embora não exista candidatura anunciada, ele tem o direito político de ir à reeleição. Houve uma conversa envolvendo o nome do Camilo [Cola], mas ele tem demonstrado presença mais clara no mandato de federal.
Folha Vitória - E para a Câmara?
Lelo Coimbra - Para a Câmara temos três pré-candidatos: eu, Camilo e Rose [de Freitas]. E vamos conversar no caminho com os partidos que vão compor a chapa. Essas candidaturas vão ser trabalhadas mais daqui para frente em fundão das coligações.
Folha Vitória - O senhor encara as candidaturas de Luiz Paulo e Casagrande ao governo como oposição?
Lelo Coimbra - O deputado Luiz Paulo tem feito um discurso de projeto alternativo em continuidade ao governo. Não tem se colocado como oposição. No entanto, os movimentos mais embaixo não tem se valido desse formato. Eles puxam para níveis críticos. Para mim, a candidatura dele, esse momento, tem um perfil híbrido. Já a candidatura do Renato não está posta. Ele tem me dito que não está definido se é candidato ou não. Ele admite a possibilidade de não ser. Eu não posso traçar o perfil de uma candidatura que ainda não foi posta. Agora, o Renato é fruto da mesma matriz que me elegeu.